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O Livro

MAFALALA 1974
Memorias do 7 Setembro
A Grande Operaçao
 

Registo Numero 8559/RINLD/2015

O presente livro oferece-nos, pelas suas próprias palavras, os depoimentos dos actores  da Operação Galo, Galo Amanheceu na então Lourenço Marques. Grande parte destes depoimentos foi recolhida sob direcção e coordenação de Aurélio Le Bon, a peça chave de toda a operação e obreiro deste livro. Alguns depoimentos foram recolhidos nos Estúdios da Rádio Moçambique, gentilmente cedidos pela direcção daquele órgão que foi palco e testemunho de um dos momentos mais marcantes da história recente de Moçambique. Outros depoimentos foram recolhidos nos locais de residência e ou de trabalho dos militantes da Operação Galo que não puderam ir aos Estúdios da Rádio Moçambique. Embora sem obedecer a uma estrutura predefinida, os depoimentos apresentam uma pequena biografia dos actores que directa ou indirectamente contribuíram em momentos diferentes para o sucesso desta grande Operação ocorrida a 10 de Setembro de 1974. Muitos depoentes começam com uma viagem à forma através da qual despertaram para a consciência política e nacionalista, remetendo-nos, para isso, aos últimos anos da dominação colonial. É importante notar que grande parte dos jovens de Setembro de 1974, incluindo os mais velhos que tiveram um papel preponderante na Operação (como Amaral Matos e Nuno Caliano da Silva), ganharam maturidade durante os anos mais cruéis da dominação colonial, justamente depois do recrudescimento do nacionalismo e do desencadeamento da Luta de Libertação Nacional. Enquanto alguns depoentes deste livro participaram directamente na conspiração para a implantação da FRELIMO em Lourenço Marques, e na região sul do país no geral, outros foram actores indirectos desse processo, quer através de pessoas que conheciam (amigos, familiares, vizinhos, ou colegas), ou simplesmente porque frequentavam ambientes onde a consciência anticolonial era efervescente e por conseguinte contagiante. No entanto, os complexos e divergentes caminhos que muitos percorreram até ao 7 de Setembro não os impediu de assumir o seu dever patriótico no momento em que foram necessários. Estes depoimentos são o testemunho de um processo que merece o seu devido lugar na história deste país. Houve, ainda, muito mais actores e palcos de luta pela emancipação de Moçambique do que sabíamos. Importa recuperar as vozes e honrar os actores dessa luta enquanto ainda vivos, e por via deles enobrecer a memória dos que já partiram. Foram elas as vítimas da sanguinária acção dos colonos revoltosos que entraram a atirar indiscriminadamente nos subúrbios da capital. Foram elas que barricaram as principais entradas e saídas da cidade de cimento e atearam fogo em carros, muitas vezes sem distinguir amigo de inimigo. E foram elas que gritaram mais alto o grito da liberdade na chuvosa madrugada em que se esteou a bandeira nacional, naquele mesmo estádio onde haviam apoiado os Acordos de Lusaka. Em última instância, o livro faz homenagem a essa massa de gente anónima dos subúrbios da então Lourenço Marques. O bairro da Mafalala figura no centro da história que este livro veicula porque foi ali onde a Operação Galo foi concebida. Mafalala era, como dizem os actores da operação, a Base Central. O veterano da luta clandestina, Nuno Caliano da Silva e sua esposa Teresa Caliano da Silva, ofereceram e  fizeram da sua modesta casa o centro da planificação da resistência à insurreição colona. Ali traçaram-se planos e organizaram-se estratégias. Para ali reuniu-se o equipamento militar recolhido em vários pontos da cidade, incluindo quartéis. Ali foram formados os grupos de patrulha para proteger os subúrbios dos ataques dos Dragões da Morte. Dali saíram os planos para as barricadas às principais entradas da cidade. Para ali corriam e encontraram refúgio alguns membros dos Democratas de Moçambique e estudantes universitários visados pelos Dragões da Morte. E foi da Mafalala que saíram os jovens que ajudaram a recuperar a Rádio Clube e lançaram a senha Galo, Galo Amanheceu.    

Comandante Amaral Matos

 

Amaral Matos, que foi também

Primeiro Secretário do partido

Frelimo por Maputo, faleceu em

2003, com 74 anos de idade.

Alguns registos da obra

General Chipande

 

Uma das figuras de proa do evento desenvolvido no livro de Aurelio Le Bon.

Oscar Monteiro

 

A historia com factos sao a pedra basilar da verdade.

O 7 de setembro nao foi nenhuma ficçao, mas o caminho para o encerrar o ciclo colonizador.

 

 

DIVULGAÇAO

ALGUMAS DAS PESSOAS NA HISTORIA

O Autor, Aurelio Le Bon com o General Chipande num dos seus encontros para a concretizaçao da entrevista para o seu livro.

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Cel: + 258 828304000 / + 258 840667092 Maputo / Moçambique

 

Joao Almeida Tavares © 2015 para movimento editora com Wix.com

 

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